O empoderamento das mulheres*

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A frase “bela, recatada e do lar” ficou famosa por se referir à nossa primeira-dama Marcela Temer, mas não condiz muito com a realidade da mulher hoje em dia. Vamos entender melhor:

1. Bela, hoje em dia, só não é a mulher que não deseja ser.

Negras, brancas ou orientais, todas encontram produtos de beleza exclusivos para seu tom de pele e de cabelo, que, aliás, pode ser crespo, cacheado ou liso. Estão também à nossa disposição exercícios, dietas, caminhadas, procedimentos estéticos – para modelar corpos e faces –, parques públicos, academias, bikes e até calçadas. Aliás, em São Paulo, a nossa esperança é o prefeito Joao Doria, porque nas gestões anteriores nossas calçadas se tornaram verdadeiras crateras. Isso além dos cursos de meditação, e yoga, que trazem rejuvenescimento e bem-estar do espírito, da alma e da mente e, por consequência, do físico. Tratamentos dentários preventivos, além dos estéticos, deixam um desejável sorriso em todos os rostos. Por fim, programas de prevenção na área da saúde e posterior tratamento trazem sua importante contribuição à beleza feminina.

 

2. Recatada, acho que não mais como antigamente.

O empoderamento da mulher trouxe a liberdade para conduzir nossas vidas, com menos recato, mas sem a perda da dignidade e da honra. E melhor: com menos medo e pudor. Ainda bem! Com cada vez mais frequência, homens jovens procuram a experiência, a confiança, a tranquilidade e a sabedoria da mulher madura, criando uniões sólidas, prazerosas e felizes. O sexo não é visto mais só como meio de procriação, mas para assume a função de dar prazer mútuo. Sim, porque o prazer tem que ser igual para os dois parceiros e quase sempre quem leva a melhor é a mulher, que hoje não se inibe em conduzir o parceiro, fala onde é o seu ponto de maior prazer e o que fazer para levá-la ao orgasmo. E ainda há as que não precisam de um parceiro: sabem fazer uso de sofisticados artifícios vendidos em sex shop ou encontram o prazer em massagens tântricas ou na masturbação. Mas a verdade é que existem também as que aceitam traições e se sujeitam à falta de cortesia, de educação e de atenção, porque enxergam o homem como um cheque ao portador, para financiar seus desejos e luxos.

 

3. Do lar, hoje não mais.

As mulheres querem ter o seu sustento ou parte dele, trabalhando com dignidade, não importando se necessitam disto para viver ou não. Antigamente, a mulher cuidava da casa, dos filhos, trabalhava nas funções mais pesadas e no fim do dia tinha que estar arrumada, bem-disposta, servir o jantar para o parceiro, sempre de muito bom humor. Depois, às vezes, quem sabe, um cineminha ou uma transa bem sem graça. Aos poucos, as mulheres estão ocupando cargos importantes, delegando os afazeres domésticos e conseguindo posições antes restritas aos homens, em áreas como política, religião, leis, economia e esportes. Até na gastronomia, eles já estão em número bem menor.

 

Não sou e nunca fui feminista, até gosto muito de fazer uma comidinha gostosa para o meu parceiro depois de uma semana pesada de trabalho, me enroscar nos braços dele e deixar rolar. Mas estou achando que vai chegar o dia que, para estas mulheres poderosas, o homem só vai fazer falta para abrir o zíper nas costas do vestido. Isso quando as funcionárias do lar não se encontrarem… Sinto muito!

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*Por Rosy L Roquette Verdi, divorciada, empresária, diretora de moda e estilo, coordenadora de viagens internacionais de alto luxo e acionista e membro do conselho da Rodobens. Rosy é a terceira convidada d’As Meninas neste mês da mulher. Para ler os artigos das semanas passadas clique aqui e aqui.


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