Nudes de Modigliani em Londres

Modigliani em 1915 por Paul Guillaum

De todos os artistas do século XX, há rumores de que o Amedeo Modigliani era realmente quente… Fala-se por aí que, além de ser um homem dotado de belos traços, ele tinha um trabalho bem provocativo. Um deles é a série de nudes pintadas por ele que, apesar de não ser bem recebida na Galeria Berthe Weill em  Paris em 1917, agora invade o Tate Modern, em Londres.

_Nu Sentado_de 1917

“Nu Sentado”, de 1917

Não tão por acaso – afinal, estou pela Europa a trabalho – tive a chance de passar pela exposição que abriu no fim da semana passada. Muito me surpreendeu que a mostra, que tem um tamanho bem relevante, reúne sobretudo pinturas de corpos inteiros. Nudes mesmo. Confesso que os retratos, que são as peças pelas quais Modigliani ficou conhecido, passaram como coadjuvantes por mim.

Outra  coisa que me chamou atenção é a tal da realidade virtual. Parece que VR é a bola da vez nos museus. Depois da instalação do Alejandro Iñárritu no Lacma, agora o Tate também criou um tour pelo estúdio que Modigliani mantinha em Paris. De fato, uma experiência interessante.

retrato do pintor cubista Juan Gris em 1915

Retrato do pintor cubista Juan Gris, em 1915

Embora tenha nascido na Itália em 1884, ele mudou-se em 1906 para Paris, onde foi influenciado por Picasso, Matisse e Cézanne.  Depois de conhecer o escultor Constantin Brancusi e a arte africana, Modigliani produziu até 1914 quase que exclusivamente esculturas – mas teve que desistir delas porque o pó produzido pelo cinzel afetava demais os seus pulmões. Foi então que começou a pintar seus amigos.

Escultura de 1911

Escultura de 1911

Além desses retratos, Modigliani passou a pintar também nus. Trabalhos que causaram um escândalo em sua primeira e única exposição individual, em Paris. A representação dos pelos pubianos foi considerada uma provocação. Por isso, a polícia fechou a mostra apenas algumas horas depois da abertura.

A retrospectiva de Modigliani no Tate não deixa de resgatar esse evento. Em tempos estranhos como vivemos hoje é bom lembrar a censura que um artista sofreu há exatamente cem anos, e pensar sobre o que nos distancia daquele panorama.  Modigliani, ou o “último boêmio de Montmartre”, é um mito do século XX que ainda tem muito para falar.

 


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