Cuidados na hora de comprar uma fotografia

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Finalmente agosto acabou. Uma coisa que me marcou esse mês foi o sucesso da 11ª edição da SP-Arte/Foto, a feira internacional de fotografia de São Paulo que rolou na semana passada.

Desde 2007, a SP-Arte faz uma edição só voltada para fotografia. Acho esse empenho dos organizadores super significativo: afinal é um mercado próprio e uma técnica que me parece muito eloquente e legitimadora do homem contemporâneo – o surgimento da selfie está aí para exemplificar esse vício da nossa geração.

Do ponto de vista do preço, a fotografia é uma das mídias mais acessíveis para se colecionar, por exemplo. Os entusiastas dessa arte geralmente podem comprar vários e diferentes trabalhos com um orçamento até pequeno. Mas quando se fala em coleção de fotografias, há algumas nuances. Como admiradora que sou, pesquisei algumas dicas e critérios de especialistas, que divido aqui com vocês:

1. Admiração. No início, a orientação para colecionar é começar com as imagens que você simplesmente gosta. Darius Himes, o chefe internacional de fotografias na casa de leilões Christie’s, explica que você deve sempre se perguntar: “essa obra me atinge visceralmente?”. Caso a resposta seja positiva, leve.

2. Entender as edições. As imagens individuais são emitidas em uma edição, que é a declaração vinculativa do artista sobre quantas impressões dessa imagem serão feitas. Há uma diferença entre uma imagem (o arquivo JPEG) e a impressão. No fim, “existem muitos originais, porque qualquer coisa impressa do negativo é uma fotografia original”, explica Caroline Deck, especialista em fotografia da casa de leilões Phillips. Cada edição tem um número de impressões. Geralmente, quanto menor o número de impressões em uma edição, mais caro será. Para se ter uma noção, as edições de até 25 impressões são vistas como relativamente grandes, enquanto as edições de cerca de três a cinco são vistas como pequenas. Mas nem sempre se sabe quantas impressões existem.

3. Entender o que é uma cópia “vintage”. Nesse caso, não significa necessariamente que a impressão é antiga. “Vintage” se refere a impressões criadas próximas de quando seu negativo original foi feito. Por exemplo, “se o negativo é de 1920 e a impressão foi feita em torno dessa época, então é uma cópia vintage”, explica Laura Noble, galerista e autora de “The Art of Collecting Photography”. Segundo ela, uma impressão criada dentro de cinco anos do negativo é geralmente considerada vintage, mas outros podem dizer que a impressão deve estar ainda mais próxima da criação. O esquema é verificar a data de impressão e não confiar em que algo é “vintage” apenas porque foi informado assim.

4. Condição e Armazenamento. Como qualquer obra arte, deve-se verificar a condição cuidadosamente. O dano a uma fotografia pode incluir riscas, marcas de manuseio e até mudanças de cor. Pode-se ter mais tolerância para o desgaste quanto a obras antigas, mas para trabalhos de fotógrafos contemporâneos, as imperfeições devem ser inexistentes. Outro detalhe: para evitar danos, certifique-se de enquadrá-las adequadamente. O enquadramento pode não parecer a parte mais emocionante da compra de uma fotografia, mas é uma das mais importantes.

 

São cuidado sutis, mas de que ninguém fala. De fã para fã, quis deixar aqui as minhas indicações (e cuidados) na hora de comprar uma fotografia.

 

 

Foto: Reprodução/ Jéssica Mangaba


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