Abstract: o design e os seus sentidos

 

Foi com muito espanto que outro dia achei no catálogo da Netflix uma série documental sobre… design! Uma surpresa mais do que positiva. Pode pegar o caderninho e anotar, porque a dica é boa.

O nome da série é “Abstract: The Art of Design”. Trata-se de uma produção da própria Netflix, liderada pelo documentarista premiado Morgan Neville. São oito episódios, cada um sobre um profissional notório do design moderno: tem Paula Scher, a criadora do logo do Windows8 e do Citibank; Christoph Niemann, o ilustrador do Google; o Tinker Hatfield, um dos designers de tênis da Nike e muito mais. Realmente vale a pena.

Mas o que me chamou mais atenção foi o último episódio, destinado à designer de interiores Ilse Crawford. Ainda que conhecida como “the woman of senses”, ela não nega a origem inglesa. Sabe aquele tipo de profissional que tem o controle exemplar sobre a técnica? Então. Muito diferente, por exemplo, do que estamos habituados na América, onde o fator intuitivo é de grande relevância em um projeto de design de interiores.

No entanto, muito me interessou a forma como ela entende o design. Na própria introdução do seu episódio, ela fala: “acima de tudo, design é uma ferramenta para acentuar nossa humanidade. É uma moldura para a vida”. Não à toa, depois de estudar história da arquitetura e ser editora de duas revistas de arquitetura e decoração, ela escreveu o livro “Sensual Home”, que explicita seu entendimento do design a partir dos cinco sentidos.

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Ilse não demorou para ser convidada – sem nenhuma experiência prática – a desenvolver seu primeiro projeto de design de interiores, que foi o do Babington House, um dos hotéis do grupo Soho House, no interior do Reino Unido. Os donos queriam um hotel tradicional e rústico. Contra essa ideia, Crawford os convenceu de sua proposta: “um lugar informal, como a casa de um amigo cujos pais foram viajar e esqueceram de trancar as bebidas”. Assim, a designer foi vista como precursora de uma estética inovadora e disruptiva, que influenciou diversos profissionais.

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Babington House

Ela fez outros milhares de projetos bem-sucedidos pelo mundo, que vale a pena conferir. Mas, para mim, o maior sucesso é seu próprio processo de criação, isto é, o caminho linear entre a proposta final do projeto, onde os cinco sentidos estão conectados, e o resultado, onde de fato acontece toda essa sinestesia. Uma verdadeira alquimia do design.

 

 


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