As lições que a idade me ensina

nostalgica

Uma coisa que a idade me ensinou é a não ser nostálgica.  O que passou, passou e não adianta correr pra trás. Acho que esta postura bem simples deixa a gente mais contemporânea. Uma das palavras-chave do momento atual, junto com tantas outras que podem soar chavões, se forem colocadas em um contexto menos cuidadoso, digamos assim.

Estou falando isso depois de navegar pelo Facebook e ver tantas pessoas da minha faixa etária muito magoadas com a vida, com as novas formas de se comunicar, com as influencers e blogueiras, só para citar alguns.  Triste para eles já que o caminho é irreversível.

Do meu lado, ando a mil, com vários projetos complexos e legais que logo conto aqui.

Outra coisa que sempre repito que a idade me ensinou é a conversar com o espelho de forma franca. Sim, na minha idade, certas coisas são inadmissíveis, como saias curtas, shortinhos e barriga de fora. O braço, pensando bem, também não é lá grande coisa nas mulheres que já eram grandinhas no século 20…

Sempre adorei coisas vintage, mas não uso mais. Dá aquela impressão de decadência, sabe como? Para mim, a moda é como contar uma história. A minha linha do tempo. Tenho várias coisas que guardo com o maior carinho para entregar para as minhas netas. Tenho certeza de que elas vão entender bem quem foi a avó delas.

Outra coisa que a idade proíbe a gente é de usar roupinhas – termo quase nostálgico, né? Na minha, na nossa idade é mais legal usar a camiseta de grife do que a bolsa. Saber a procedência do que estamos vestindo. Não abonar aqueles que sujam com sangue as roupas.

Acho uma boa forma de engajamento para uma senhora com todo o gás…

Pensando em como ilustrar este post, resolvi escolher uma bela peça da Hermès, marca que soube envelhecer olhando para o mundo que vai deixar para as futuras gerações.


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